O futebol e as dificuldades desde pequeno

 

Nasci em Santo Cristo, bairro portuário do Vintage Dresses Rio de Janeiro, mais precisamente na rua do Pinto, ficando lá até os meus 12 anos. Meus pais,

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João Lopes dos Santos e Maria do Nascimento Lopes, sempre viveram Sweaters com dificuldades. Éramos nove irmãos, meu pai era motorista de praça e ficava complicado criar os filhos todos. Mas graças a Deus, todos se formaram pelo esforço,Rings amor e carinho dados nestes anos. Eu, quando guri, já jogava minhas peladas no asfalto.FUT 15 Coins 

 

A rua do Pinto era uma ladeira e junto com a Marquês de Sapucaí eram os nossos campos de pelada. A diversão de criança em dificuldades era jogarLeggings bola. Havia campos de time de segunda divisão, como o Atília e o Delmare. Por ter mais jeito para o futebol, eu entrava nas peladas dos adultos.Bracelets Tinha um amigo, de nome Raul, que me protegia durante as peladas dos maiores. Quando estava na quinta série, meu pai ganhou um apartamento Kimonos em Bonsucesso, no conjunto do IAPETEC ( Instituto de Aposentadoria e Pensões dos empregados de transportes e cargas ). Nós morávamos numa casa humilde e como ele descontava para o Hair Accessories IAPETEC, por ser motorista de praça, se inscreveu e acabou ganhando o apartamento na rua Teixeira de Castro. Fui para lá e fiz concurso para o colégio Clóvis Monteiro, para cursar o ginásio. No Benjamim era só o primário. Passei para o Clóvis  FIFA 15 CoinsMonteiro, mas não havia vagas. Tive que estudar então no colégio João Alfredo, na Avenida Vinte Oito de Setembro. Era um colégio interno, do governo. No primeiro ano como interno eu ia domingo à noite  Party Dresses para o colégio e voltava sábado à tarde para casa. Fiz o primeiro ano assim e depois fiz o segundo já em regime semi-interno, estudando de manhã até à noite. Fiz o ginásio,  Sunglasses  o científico e em Bonsucesso comecei a jogar em times de várzea. Eu com 12, 13 anos jogava em primeiro time. Certo dia, fui jogar contra o infanto juvenil do Olaria. Nós tínhamos um time, o Unidos de Bonsucesso. Terminado o jogo, o treinador deles, Joanias, me convidou para jogar na equipe da Rua Bariri, convite aceito prontamente. Estudava ao mesmo tempo em que jogava, e dava para conciliar, pois não havia treinos todos os dias. Vi que a coisa começou a ficar séria. Eu queria ser jogador, o que seria  Maxi Dress  algo diferente na minha família, afinal ninguém nela tinha seguido a carreira da bola. Neste meio tempo conheci a Elza. Os nossos pais eram amigos e trabalhavam juntos como taxistas. Éramos vizinhos. Eu morava no número 50 e ela no 28. Coisa de garoto. Comecei a namorar em 1960 e em 68 casei.  

 

Mas voltando ao futebol, em 1957 fui o vice-artilheiro do carioca juvenil pelo Olaria, perdendo para o Beirute, que depois foi jogar no Flamengo e no Corinthians. Fiz um contrato com o Olaria, porque naquela época o juvenil estourava idade aos 18 anos e tinha que subir. Por isto o Olaria me segurou logo e eu cheguei a ser chamado para ir para o Flamengo. Cheguei a jogar contra Gérson, num ataque do Flamengo formado por Espanhol, Gérson, Beirute, Manoelzinho e Germano.

  

Passei para o aspirante, depois de estourar a idade. Meus técnicos foram Délio Neves, pai de um jornalista, Dácio de Almeida, Jair Boaventura, Ademir Marques de Menezes e Daniel Pinto. Joguei de 58 a 62 e em 1962 mesmo fiz concurso, pois era época de vestibular. Pensei em fazer odontologia, mas apareceu um amigo meu de Bonsucesso, o Carlos Jorge, e ele me disse que ia se inscrever no curso de Educação Física, dizendo que a Praia Vermelha, sede do curso, parecia um clube. Fui no dia seguinte e fiquei encantado. Quadra de basquete, campo de futebol, piscina. Era o que eu queria. Meu pai ficou irritado porque pensou para mim a carreira de dentista. A Educação Física não era muito conhecida, mas mesmo assim vinha muita gente de fora do país para fazer este curso. Lembro-me de que estudei com um chileno e outros estrangeiros. Meu pai continuou reclamando, mas mostrei a ele que era um curso superior o que eu fazia na Educação Física. Foi aí que comecei a despertar para a vida de preparador físico e de técnico.  

 

Paralelo a isto continuei jogando futebol, mas estava ficando complicado. O treino era só pela manhã, sem nenhuma atividade à tarde. Como a Educação Física era pela manhã e tinha freqüência obrigatória, reprovando os faltosos, fiquei preocupado. Eu não era titular do profissional e só do aspirante, tendo jogado poucas vezes no time de cima. Meu pai me dizia para eu largar, afinal se estava me prejudicando, para que continuar? Para meu pai, eu não ia querer seguir a carreira esportiva como jogador naquela hora, afinal estava gostando muito do meu curso de Educação Física. Poderia então estudar e mais à frente entrar no futebol de outra forma. Foi assim que larguei o futebol em 1962. 

 

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Encontrei a polícia e o Vígio

 

Gostava muito de jogar futebol e fui jogar no Facit, na segunda divisão. Treinava a noite para ganhar dinheiro porque meu pai não tinha como me sustentar. Meu irmão mais velho, Juvenal, tinha umas representações de confecção,

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equipamento de pintura e me chamou para ajudá-lo. Aceitei, já que podia estudar pela manhã, vender à tarde, tirar uma boa comissão e jogar à noite no Facit, onde ganhava por jogo.Assim conseguia sustentar meus estudos. Morando em Bonsucesso, era obrigado a pegar três  ônibus, acordando às cinco horas da manhã. Minha aula começava às sete na Escola de Educação Física, na Praia Vermelha. Depois da aula, tomava banho, almoçava no bandejão e saía todo arrumado, de terno, para vender. Num destes dias fui visitar um cliente, na Rua Joaquim Palhares e vi um aglomerado de pessoas.   Era a escola de Polícia. Tinha três editais de concurso, um ssário, a exigência era ser bacharel em direito e eu não era na época. Para detetive, tinha que ter segundo ciclo. No edital já fixavam salário, que era bom, melhor do que como vendedor. Fiz para os dois, escrivão e detetive, e passei. Corria o ano de 1963 e meu pai, com medo da violência, queria que eu ficasse como escrivão porque não precisava sair da delegacia. Ele não engolia o fato de que eu fosse para os morros. No entanto, a minha principal influência, foi do Euvaldo, um amigo que todos os dias ia comigo para Bonsucesso de ônibus, pois estudávamos para o concurso juntos. Euvaldo tinha um irmão detetive e pela sua experiência, acabou me levando a seguir esta carreira.

 

 

Era preciso fazer um curso para ingressar. Havia uma turma à noite e outra de manhã. Como pela manhã estudava Educação Física, fiz o curso à noite. Foi quando conheci o Hélio Vigio que era da minha turma. Fiz em 1963 todo o curso de detetive. Não ganhava nada e tinha que passar no curso para entrar como detetive. Fazia tudo ao mesmo tempo. De manhã fazia minha faculdade de Educação Física; trabalhava a tarde e à noite fazia o curso de detetive. Chegava meia noite em casa e dormia pouco. No início de 1964 fui nomeado detetive, me formando como professor de Educação Física no fim deste mesmo ano, largando o trabalho com meu irmão. Em 1965, fiz o curso para ser treinador de futebol pela UFRJ, que terminei no fim do ano. Mas neste mesma época, pensei que não queria morrer como detetive. Queria ser delegado. E para tal precisava precisava fazer o curso de direito. Prestei vestibular, passando para o curso da Cândido Mendes. Em 1970 eu já era detetive inspetor, posto acima de detetive. Daí saiu uma resolução do secretário de segurança, abrindo vagas para comissário. Eram dois terços das vagas por antiguidade, com curso superior de direito. Um terço ele reservou só para o pessoal da polícia que fosse detetive escritor, bacharel em direito ou que estivesse terminando o curso de direito em 70, período em que eu estava terminando o meu. Fui lá e me inscrevi na academia de polícia. Era a chance que eu estava esperando. Estudei muito, estava bem na  faculdade. Fiz um concurso interno e passei em segundo lugar. Em dezembro de 70 apresentei a declaração da faculdade e em janeiro de 71 fui nomeado comissário. Ainda longe do futebol. Em 1974, eu era comissário na Praça Tiradentes. O Hélio Vígio, preparador físico do Vasco nesta época, apareceu lá. O carro do goleiro Andrada tinha sido apreendido e ele me pediu para resolver a situação. Vi o processo, ele pagou a multa e o carro foi liberado. Neste papo, o Vígio perguntou se eu não queria ir para o Vasco. Tinha uma vaga lá para preparador físico e eu, formado, podia trabalhar como auxiliar do Mário Travaglini. Aceitei na hora. Isto foi em abril de 74. O supervisor era o Almir de Almeida,com quem já tinha amizade desde os tempos da faculdade.

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Conhecendo minha vida no futebol

 

Em 74, eu auxiliava o Vigio, preparador físico principal e o Travaglini. Ajudava ambos porque era formado nos dois campos. Fazia tudo para o Travaglini, que confiava tanto em mim que me deixava até ministrar treinos sozinhos. Tinha 33 anos e no início fiquei impressionado

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por ter entrado logo no futebol. Comecei a trabalhar com jogadores que até bem pouco tempo eram meus  ídolos, como Andrada, Moisés, René, Miguel, grupo que eu idolatrava. Nesta época já surgia bem o Roberto, que em 1973 já se destacava. Ele estava iniciando, e cedo passou a ser o Dinamite. O falecido Chirol o botou no time de cima e ele arrebentou contra o Inter. Eu estava feliz da vida como auxiliar. Ainda tinha que aprender muito para ser treinador principal, até que em 1976 veio o Paulo Emílio. Trabalhei como seu auxiliar, ga

 

Já em 79, fui chamado pela antiga CBD, para ser auxiliar do Mário Travaglini, no Pan de Porto Rico. Fui liberado pelo Vasco e passei a prestar serviços para a seleção. Depois do Pan, voltaria ao clube. Quando isto aconteceu, o Vasco estava muito mal. Era uma segunda-feira e no Estadual a situação era braba. No sábado teve um Vasco e São Cristóvão, em São Januário, e a equipe perdeu de 1 a 0. A torcida quebrou o Estádio, o que obrigou o presidente na época, Agathirno, a tomar a decisão de demitir todo mundo. Recebi uma informação que ia ter uma reunião na casa de um diretor na Ilha do Governador com toda a comissão técnica. Fui para lá e como estava prevendo, o presidente mandou todo mundo embora. Froner, eu, Ademar Braga e Djalma Cavalcanti. Só ficou o Carlesso. Lembro-me que o Froner disse para o presidente que não devia me mandar embora  porque eu estava fora e não tinha nada com o peixe. Mas ele foi irredutível. Soube depois que ele me mandou embora porque o Sendas era oposição e eu era muito amigo do seu Artur, como sou até hoje. Este foi o motivo. Coisas do   futebol. Apesar da demissão, valeu ter ido ao Panamericano. Fomos campeões e o time tinha muita gente conhecida. A equipe era formada por Luis Henrique (Ponte Preta),Edson Boaro(Ponte Preta), Vagner Bacharel (Palmeiras),Luis Cláudio(Botafogo) e João Luis(Vasco); Vitor (Flamengo),Cléo(Internacional) e Cléber( Atlético - MG);Gilcimar(Fluminense), Silva(Botafogo) e Silvinho(Internacional).

 

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Agora era como treinador

No fim do ano de 79, o Carlos Imperial, vice de futebol do Olaria, ligou para a delegacia e, indicado por Ademar Braga, me chamou para treinar o time. Aceitei de pronto. Em 80, iniciei minha carreira como treinador, sendo campeão do torneio de acesso, para a primeira divisão e do torneio incentivo. No Olaria trabalhei com Lulinha, Chiquinho Carioca, Rocha. Mas o destino começou a me puxar para cima. Ainda no Olaria, fui chamado pelo Fantoni para ser auxiliar no América. Disse para ele que agora eu era treinador principal e que não queria, mas ele insistiu demais. O Titio era muito gente boa e acabei aceitando. Fui no Álvaro Bragança (Diretor do América na época) e acertei tudo, como me instruiu o Fantoni. A Elza reclamou demais, mas foi a minha sorte. Ganhava 20 mil cruzeiros no Olaria e me ofereceram 80 mil. Estava no lucro financeiro, mas profissionalmente fiquei em dúvida se seria a melhor opção. Fantoni me ligou e pediu para que assumisse o time, já que ele ia para Belo Horizonte ver a filha e depois voltava. Era fim do ano e depois de uma semana o titio me ligou dizendo que não ia ficar. Não tinham acertado a situação dele quanto ao imposto de renda. Fiquei desesperado, porque tinha saído do Olaria e ficaria sem trabalho. Só que o Fantoni combinou com o Bragança para que eu fosse o treinador. Aceitei e formei a minha equipe. Levei Wanderlei Luxemburgo como meu auxiliar, agora contratado, porque no Olaria era meu estagiário. Aliás, antes de prosseguir com a história da minha entrada no América, vou contar do meu encontro com Wanderlei. No Olaria, o Ademar Braga, que era preparador físico, me perguntou se eu queria o Wanderlei para jogar. Aceitei, pois o Wanderlei, ao contrário do que muitos falam, na minha opinião, era um baita jogador , mas estava com alguns problemas médicos. Ele estava vindo do Botafogo, onde recebera passe livre e o Ademar me prometeu que ia recuperá-lo do joelho. Mas ele fazia o treinamento, participava dos coletivos e o joelho inchava. Não dava mais. O Wanderlei me procurou e disse que a situação era braba e que queria seguir a carreira de treinador.Então me pediu para fazer um estágio e dei o okay. Só o aconselhei a terminar o segundo grau e fazer o curso de Educação Física, o que seria importante. "Em dois, três meses você termina e está preparado". Disse a ele que por ter jogado futebol, este curso ia ajudar. Não sei se ele se formou, mas começou como estagiário. Quando fui para o América, o levei junto com o Ademar e o Maurício, seu auxiliar de preparação física. Começamos uma pré temporada em Petrópolis. O time não era muito bom, mas fizemos um belo trabalho. Fomos vice-campeões da Taça GB, empatando com o Flamengo. Até 37 minutos do segundo tempo, estávamos vencendo por um a zero. O empate era deles e o Zico empatou no finalzinho, de falta. Terminamos a Taça GB, tendo perdido só para o Bangu. Saí do América depois de um desentendimento com o presidente e algumas pessoas da diretoria. Queriam que eu barrasse certos jogadores, como o Luizinho para botar o Porto Real, fiquei chateado e preferi sair.

 

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A primeira vez no Vasco

Só que a fase era boa. Recebi um telefonema em casa do seu Calçada, na época o homem do futebol do Vasco.

Não o conhecia, mas até não acreditei. Imaginei que alguém estava passando um trote. O presidente era seu Alberto Pires Ribeiro e quando o Calçada me ligou, perguntei sobre o Zagallo, o treinador na época. Ele já havia saído e não tive como negar! "Então me espera no restaurante do Galeão que a gente conversa lá pessoalmente", disse o Calçada. Na verdade, eu nem sabia onde era. Comentei com a Elza que achava que alguém estava me sacaneando. "Imitaram voz de português e quando eu chegar lá vão me pregar uma peça", pensei. Mas fui e perguntei onde er
a o restaurante já no aeroporto. Meti a mão na porta e lembro até hoje dele sentado lá no fim. Sentei e ele me disse que queria me contratar até o fim do ano. Sabia que o Zagallo tinha ganho um Opala de luvas e tinha um salário de 300 mil. Naquela época se dava muita luva. Ele me ofereceu 100 mil. Como bom negociador, é claro que ele estava me oferecendo menos, mas aceitei. Queria era a chance. Era um lucro de 20 mil em relação ao que ganhava no América. Isto foi em junho de 1981, e fiz minha estréia no Vasco contra o Fluminense, ganhando de 3 a 0. Depois pegamos o Bangu e ganhamos por 3 a 1. Em seguida viajamos pela Europa, ganhando o torneio de Split e perdendo o Torneio de Paris. Foram 15 dias de excursão e na volta ganhamos o segundo turno. O Flamengo ganhou o terceiro turno e fomos para aquela final do "ladrilheiro". Ganhamos as duas primeiras e depois perdemos a terceira. O time era formado por Mazaropi, Rosemiro, Nei, Ivan e João Luis; Serginho, Dudu e Amauri, Wilsinho, Roberto e Silvinho.

 

Nesta decisão entrei acreditando que podia ganhar. No segundo jogo não deixei de acreditar que podíamos derrotar o Flamengo. Naquela partida, o Roberto fez o gol da poça dágua. Antes da final, não coloquei nada especial. Disse que tínhamos condição de ganhar, mas hoje tenho certeza de afirmar que não podia equiparar o Vasco ao Flamengo naquela época.O time do Flamengo era muito bom. Só passei a acreditar muito depois desta segunda partida. Mas teve armação, porque o nosso time estava em cima e aí pintou o ladrilheiro. Fiquei satisfeito por termos alcançado um êxito, tanto é que renovamos nosso contrato. O Flamengo ia ser campeão do mundo e por isto tínhamos ido muito longe. Eu tinha 40 anos e ainda ia ganhar muitos títulos. Afinal esta tinha sido minha primeira experiência em um clube grande.


Em 1982, foi a época mais marcante. Pedrinho e Adão chegaram. Fizemos um bom brasileiro, perdendo para o Grêmio, e não fomos a final. Tudo levava a crer que o Flamengo ia levantar o campeonato carioca de novo. Campeão Mundial, Libertadores, Brasileiro e carioca do ano anterior. O Flamengo era imbatível, sem dúvidas. Só que este estadual seria marcante.Perdemos na Taça GB com gol do Adílio nos acréscimos. Roberto se machucou e saiu logo. Antes da partida conversei até com a Jurema, a mulher dele. Ela disse que ele estava com medo de sair cedo, mas disse para ela que ele era importante mesmo com 50% de condições. Ele entrou bem e não agüentou. Quando saiu, o Flamengo fez o gol. Não desanimei e no segundo turno ganhamos os cinco primeiros jogos. Mas começamos a perder pontos para times pequenos e entramos na decisão por pontos somados no primeiro e segundo turnos. A classificação ficou para o penúltimo jogo, quando precisávamos vencer para entrar pelo critério técnico. Metemos 2 a 1 na Portuguesa depois de jogar mal, com gol do Pedrinho Gaúcho aos 43 do segundo tempo. Alguns jogadores estavam passando por uma fase ruim. Mazaropi estava mal e eu vinha segurando. Precisava mudar porque o time estava indo para uma final e precisava alterar a postura. Ainda faltava o Vasco e Flamengo do fim do turno e eu mudei logo neste jogo. Todo mundo pensa que eu mudei na final, mas não. Eu mudei nesta partida. Pensei mudar contra o Flamengo e dizer que poupei por cartão. Tirei Mazaropi e botei Acácio; Rosemiro saiu para entrar Galvão; tirei Nei e botei Ivan; tirei Pedrinho e botei Gilberto; deixei o Serginho e o Dudu, mas tirei o Geovani, botando o Ernani. Na frente mantive Pedrinho Gaúcho; no lugar de Roberto coloquei Paulo César e no lugar do Palhinha meti o Jerson.


Entrei com este time e demos um chocolate por 3 a 1. Paulo César fez dois gols e Ernani driblou quatro em fila, botou a bola debaixo das pernas do Mozer e tocou na saída do Raul, fechando o placar.


Este jogo foi sábado e fui para casa pensando em voltar só com o Roberto e o Pedrinho. O time jogara muito e seria este para a final. No domingo fui na casa do seu Calçada e ele me deu autorização para fazer o que quisesse. O que mais pensei foi avisá-lo e deixar claro que na segunda seria um estardalhaço na imprensa, um falatório tremendo. A imprensa deveria saber logo na segunda-feira, porque falaria terça e quarta e depois pararia.Eu barraria Mazaropi, Rosemiro, Nei, Geovani e Palhinha. Seriam cinco trocas. Coloquei Acácio, Galvão, Ivan, Ernani e Jerson. Manteria Celso, Pedrinho, Serginho, Dudu, Roberto e Pedrinho Gaúcho. Na segunda-feira eu reuni o time. Disse a todos que o time estava mal e que já devia ter mudado há muito tempo. Vinha dando voto de confiança a todos, mas que estava na hora da decisão. Quem quisesse falar agora que falasse e que tudo ficasse entre nós. "Mazaropi, vou te tirar. Rosemiro e Nei vão sair Geovani e Palhinha também. Quem quiser se manifestar, que faça agora e não na imprensa", disse. Ninguém quis falar nada e o único que se manifestou foi o Palhinha. Ele disse que eu já devia barrá-lo há muito tempo, porque vinha jogando muito mal. Ganhamos o América e demos chocolate no Flamengo. Podia ter sido de três, quatro.


O Flamengo tinha um timão e este título me marcou muito. Foi um título que alavancou a minha carreira, porque eu tive coragem de mudar e derrotamos uma equipe do porte, que mantinha a hegemonia do futebol carioca. Foi um jogo espetacular e sem dúvida alguma o Roberto foi o grande nome da conquista, e principalmente da final. O Ernani também jogou demais e o Acácio, que eu trouxe do Serrano de Petrópolis, foi o nosso anjo lá atrás, pegando muito. Um dos grandes nomes que lancei nesta conquista foi o Geovani. Ele veio do Espírito Santo e estava jogando muito nas categorias de base, mas só jogava com a bola nos pés. Fiz muita pressão no Geovani para que ele aprendesse a marcar porque, caso contrário, iria sumir e não ia dar jogador. Até hoje ele reconhece isto.


Outra história interessante deste campeonato foi uma que aconteceu com Ernani. Ele ia ser mandado embora dos juniores porque tinha levado um calção para casa. O menino treinava para burro e eu achei um absurdo. Coloquei-o nos profissionais e por esta razão, o presidente Calçada me chamou para dizer que havia recebido uma queixa do departamento amador com relação ao calção roubado. Disse ao presidente que o garoto jogava muito e eu queria que ele ficasse. Se fosse para mandar embora um jogador que levou um calção para casa, tinha que me mandar embora também, por que eu sempre fazia isto para jogar minhas peladas. Calçada aceitou e quando ganhamos o título disse a ele para comprar mais calções para o garoto. Por estas passagens, posso dizer que a minha relação com o seu Calçada sempre foi muito boa . Ele é uma pessoa que ouve muito os que trabalham com ele.

 

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Minha primeira experiência no Exterior

 

Em 1983, Parreira me indicou para trabalhar no Kuwait. Ele tinha sido meu calouro na faculdade e estava trabalhando por lá. Assim, lembrou de mim quando lhe pediram um nome para substituí-lo, já que ele estava vindo para a seleção brasileira. No Kuwait ganhei um bom dinheiro e pela primeira vez fora do país e do meu estado (nunca tinha saído do Rio de Janeiro), precisei pedir para minha família vir logo. Viajei num sábado de junho e todos  iriam no fim do ano. O Júnior estava na terceira série e ainda ia fazer primeira comunhão.  Liguei para a Elza na segunda-feira e disse que se eles não viessem logo, eu devolveria as luvas e voltaria. Sofria com 50 graus de temperatura, com a língua e com a religião. O Sheik Farred era uma grande figura e tinha boa relação com brasileiros. Ele foi aquele que em 1982 entrou em campo num jogo da Copa do Mundo para
anular um gol da França contra o seu Kuwait, o Kuwait de Parreira. A Elza apressou tudo e eles vieram em um mês. Com a família deu para segurar.

 

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Lançando um baixinho

No segundo ano de contrato, houve uma notícia de que eu poderia ser indicado para a treinar a seleção brasileira. Eram as eliminatórias para a Copa de 86 e a CBF ia ter eleição. O Medrado Dias, grande vascaíno e ex-diretor do clube, era candidato e se ganhasse, poderia me chamar. Fiquei nesta expectativa e pedi ao Sheik para retornar. Ele ficou louco, mas acabou me liberando, o que aconteceu depois de uma despedida inesquecível. Mas Medrado perdeu e eu voltei ao Vasco em final de 1985, quando o time estava muito mal. Pedi a contratação de jogadores como Dunga e Tita e o seu Calçada me foi bem claro que o clube estava mal financeiramente e que nós tínhamos um bom juniores e deveria aproveitá-lo. Eu deveria liberar os que não queria que ficassem, mas coloquei para o presidente que ia ser complicado ganhar um campeonato. Ele deixou-me à vontade, dizendo que um segundo ou terceiro lugar já valia e que se ficássemos na frente do Botafogo já seria bom. O Fluminense ia brigar pelo tetra e tinha um grande time, o Flamengo com Bebeto, Zico, Sócrates, Leandro, Adílio e Mozer. Promovi jogadores como Romário, Mazinho, Santos, Lira, Régis e muitos outros; passei o Donato de lateral para zagueiro e contratamos alguns que não estavam sendo aproveitados em seus clubes. Foi assim que trouxemos Fernando, zagueiro do Santos; Paulo Roberto veio da reserva do São Paulo e outros que ajudaram a montar um time. De graça, formamos uma base. Não tinha custo, seu Calçada aceitava. Nossa base passou a ser formada por Acácio, Paulo Roberto, Donato, Fernando e Lira; Vítor, Mazinho e Gersinho; Mauricinho, Roberto e Silvinho. Nesta época nós fomos ao exterior e a equipe começou a ganhar corpo. Romário ia entrando ao poucos no time e se destacava.Um dia, perdi Silvinho machucado. Daí lembrei o Titio Fantoni, que lançou em 1977 Roberto e Ramón, este como um segundo centroavante. Na época ele havia perdido Luis Carlos Tatu, titular da ponta-esquerda, e adaptou Ramón nesta posição, o que acabou dando muito certo. Conversei com Romário, expliquei como ele deveria jogar, vindo só até a intermediária e recebendo bolas de Roberto, que sairia um pouco mais da área. O Romário ficou preocupado de não dar certo, só que deu, e muito. Os zagueiros ficavam em dúvida se deveriam acompanhar Roberto quando saía da área,e se fizessem isto, ele botava a bola por cima de todos para a velocidade de Romário. Mas se os zagueiros ficassem junto de Romário, iam perder na velocidade para um baixinho que era infernal. Estreamos contra a Portuguesa e depois pegamos o Madureira. Demos duas goleadas e o Romário tem a camisa 11 até hoje por causa desta adaptação e por ter herdado a camisa de Silvinho, um verdadeiro ponta. Assim, ganhamos a Taça Guanabara de 86 com nosso time barato. No segundo turno aconteceu o negócio das papeletas amarelas e eu avisei ao Eurico que ia ter problema com arbitragem.

 

Cheguei a receber telefonema anônimo avisando da armação. Só que Eurico não levou a sério e perdemos para o Flamengo. Me aborreci e saí do Vasco. Fui para o Fluminense e vi a chance de vencer o título Brasileiro acabar num mata-mata contra o São Paulo, no Morumbi. Careca fez um gol espírita. O mais importante era que estava quebrando os grilhões do Vasco e treinava uma outra equipe.

 

Meu trabalho de renovação continuou no Fluminense, com uma geração que foi bem aproveitada, com Sílvio, João Santos, Torres, Rangel e Alberto. Sentia-me forte e em condição de dirigir uma seleção. Estava sempre inovando, renovando e lançando jovens promissores.

 

 

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O ponta que deu certo na lateral

Minha sequência depois do Fluminense foi o Flamengo . Fui como profissional, já que muito diretor no clube achava que eu era vascaíno . Pura besteira ,porque fui muito bem recebido por gente como Márcio Braga, Gilberto Cardoso, George Helal e outros . São pessoas que considero amigas, tal o respeito que tiveram comigo. Quando saí, eles até pediram muito a minha permanência . Tinha sido vice-estadual e o time estava pronto para ser campeão brasileiro em 87, o que acabou acontecendo . Inclusive , fui o treinador na estréia da Copa União 87, em que perdemos para o São Paulo por 2x0, numa tremenda injustiça. Foi uma das maiores partidas que eu já vi um goleiro fazer. O Gilmar Rinaldi, que depois veio para o Flamengo , pegou tudo naquele dia . Após o jogo pedi para sair e o Márcio Braga não queria aceitar de forma alguma , me propondo até uma licença . Me lembro do Renato Gaúcho me ligando, dizendo que seríamos campeões brasileiros ,que o time estava evoluindo e que eu sairia justo na hora do "filét mignon" . Mas não aceitei. Um fato marcante nesta passagem pelo Flamengo foi o lançamento do Leonardo , uma das histórias boas de lembrar . Dei força a vários meninos , como Gonçalves e Alcindo e pensei em subir com o Léo . Ele era reserva da ponta esquerda dos juniores e o titular da posição da lateral esquerda era o Malhado . Só que o Leonardo treinava muito no profissional.

 

Lembro-me que comentei com o Lúcio Novelli , preparador físico , que o Leonardo era o Leandro canhoto, tanta era a minha admiração por aquele rapaz . Adaptei-o na lateral e ele se preocupou. Disse que não era a posição que estava acostumado a jogar e o tranqüilizei, orientando seu posicionamento na defesa e o instruindo a jogar no ataque como ponta , o que ele fazia bem . Perdi o Adalberto, machucado, e o Aírton estava fora de forma . Puxei o Leonardo e houve uma "grita" do Ivan Drumond , diretor do Amador da época . Ele foi reclamar com o Márcio Braga que a chance era do Malhado . O Márcio veio falar comigo e eu disse que o Leonardo era muito melhor e que podia confiar em mim . O presidente deu o okay e num jogo na Bahia coloquei o menino para jogar . Titio Fantoni era o treinador da Bahia e ficou encantado com o Leonardo , que acabou com o jogo , metendo bola na trave e tudo que podia . Até hoje quando encontro o Márcio Braga pergunto do Malhado para ele.

 

 

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Voltei para o exterior

 

Fiquei até o fim de 87 sem trabalhar e assumi o Sport em início de 1988. Disse ao pessoal de Recife que estava esperando uma proposta do exterior. O Sport vinha com aquele time campeão da Copa União, módulo amarelo, e iria disputar a Libertadores, fato que me motivou bastante, apesar de ter posto uma cláusula de rescisão em caso de proposta oficial do exterior. Aí, o Parreira me ligou, dizendo que havia uma proposta dos Emirados Árabes. Ele era treinador da seleção e deu meu nome para comandar o mais popular time de lá, o Al Wasl. O Sheik, dono do clube, me ligou e pediu que eu o encontrasse em Londres. Fui lá, acertei meu compromisso com o cara, ganhando uma grana na mão. Comuniquei aos dirigentes pernambucanos e eles ficaram desesperados. Mas como já havia acordado uma possível saída, acabei deixando o país mais uma vez.

 

Mas minha passagem no Sport foi marcante pela revelação do Dinho, que depois acabou sendo campeão pelo São Paulo e Grêmio. O Rogério era o volante titular e se machucou. Dinho era reserva do Ribamar, um meia loirinho que jogava pra burro. Mas confiei no Dinho para jogar naquela posição de primeiro volante. Dei as orientações de cobertura que ele iria fazer e quando o time atacasse teria liberdade para chegar mais à frente e bater em gol, porque tinha chute forte. Com os lançamentos dele para Robertinho e Neco, os pontas do Sport, o time deitou e rolou. A imprensa deu muita porrada na época, mas depois teve que aceitar, já que Dinho se tornou o melhor jogador do pernambucano naquele ano.

 

Mas voltando para os Emirados, fiquei lá por um ano e fui vice-campeão nacional num campeonato com vários treinadores brasileiros. Ganhei um bom dinheiro e comprei a casa que tenho hoje no Recreio dos Bandeirantes. Em 1989, voltei ao Brasil porque o sacrifício era muito grande, de viver num país tão diferente. Fui para a Portuguesa, numa fase também inesquecível.

 

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Eu, Roberto e um magrelinho de canelas finas

O presidente Joaquim Heleno da Portuguesa de Desportos me ligou e aceitei em fazer uma equipe que pudesse participar bem do campeonato. O time precisava de um centroavante e lembrei que o Roberto estava largado no Vasco.

 

Falei com Eurico, que relutou, mas acabou liberando o jogador. Disse ao preparador físico da Portuguesa que com o Roberto eu me entendia. Dava uns treinos específicos para o Roberto de resistência e potência muscular e na parte técnica tirava o couro dele. Cruzava e ele completava. Treinava chutes em gol, cabeçadas e a parte final eram as cobranças de falta. Ele foi vice artilheiro do campeonato brasileiro de 89, só perdendo para o Túlio , do Goiás . Fomos até a semifinal do Brasileiro contra o São Paulo, no Canindé. O Roberto não jogou e acabamos perdendo. Demos um sufoco, só que no finzinho o Edvaldo, aquele ponta-esquerda que já faleceu, fez o gol da classificação deles. Se ganhasse ali, estaria jogando a final com o Vasco, o que seria demais para a minha carreira.O time era bom: Sidmar, Zanata, Eduardo, Henrique e Lira; Capitão, Biro-Biro e Toninho, Jorginho, Roberto e Lê.

 

Dener foi a minha descoberta neste período. A história dele foi sensacional. Tinha um conselheiro da Portuguesa, o Mário Fofoca, que um dia me procurou e disse que havia um menino que fugira do clube para poder jogar salão e descolar uma grana. Ele tinha feito filho numa menina e precisava de dinheiro. Só que o Fofoca me disse que ele jogava muito e perguntou se eu poderia dar uma olhada. Disse que topava e depois de muito tempo, o Mário apareceu com o menino debaixo do braço. Pensei que ele tivesse desistido, mas isto acabou não acontecendo, porque o menino, magrinho e de pernas tortas, estava ali na minha frente. Pensei comigo; "este cara não deve jogar nada", mas dei autorização ao roupeiro para dar uma roupa para ele. O treino rolou e no fim eu quase esqueci do garoto do Fofoca. Quando o coloquei, na primeira bola ele deu um "ovinho" no zagueiro Vladimir, que lhe deu um "chega pra lá". Imediatamente o tirei do treino e pedi ao presidente que fizesse um contrato com o rapaz. Contei das necessidades do guri e o trouxe para cima. Tirei-o da favela e botei o moleque na concentração. Quando ele teve o filho, pedi um apartamento ao presidente, que o Dener ganhou. Sua estréia foi contra o Grêmio, em Porto Alegre. Ele deu um calor danado no Alfinete, o lateral deles, que reconhecendo seu talento, pediu para trocar de camisa no fim do jogo. Em 1990 ele foi efetivado como titular, assim como outros que lancei, como Sinval e Tico. Posso dizer que assim como Romário, Leonardo e Geovani, Dener foi outro grande que vi começar.

 

Disputei o estadual pela Portuguesa com um time enfraquecido e acabei recebendo um convite que pintou para treinar uma equipe em Portugal.O dono do restaurante "Senta Aí" me levou esta oferta. Acertei e fui. Fiquei quatro meses, dirigindo o Belenenses por oito partidas.

 

Aconteceu um problema administrativo no clube e todos saíram, inclusive eu.

 

Em 1991, voltei mais uma vez a treinar o Vasco. Fui novamente substituir Zagallo. A temporada já estava rolando e o time era muito fraquinho. De bom só o fato de colocar Edmundo e Carlos Germano para treinar entre os profissionais. Valdir ficou no banco e Pimentel até jogou comigo. Mas foi uma época complicada.

 

 

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No Sul, o primeiro título nacional

No ano seguinte, o presidente Asmuz me chamou para o Inter. O Fernando Macaé, aquele centroavante que foi do Botafogo e do Bangu, trabalhou comigo no Belenenses e me indicou. Foram 15 meses de alegria. Fui campeão da Copa do Brasil e bi gaúcho. No Inter, eu coloquei para jogar o Caíco, que acabou fazendo um gol importante e lindo contra o Fluminense na primeira partida da decisão, no Rio. Perdemos por 2 a 1, mas tivemos fôlego para vencer em Porto Alegre. Aliás, é bom que se esclareça, que até hoje o Fluminense reclama daquele pênalti marcado pelo José Aparecido, injustamente. O que aconteceu foi que o Pinga, meu zagueiro, quis se engrandecer e disse que não havia sido pênalti. Só que foi e antes não tinha sido dado um mais claro ainda. Uma história que me marcou muito nesta passagem foi a do Gérson. Ele era o meu titular e se tornou artilheiro de todos estes campeonatos sob o meu comando. O presidente me chamou na sala e me comunicou que ele estava com Aids. Me perguntou o que faríamos, se deveríamos afastá-lo do grupo ou não. Lembrei do Magic Johnson e coloquei claramente para o presidente que ele devia se cuidar e treinar. Todo mundo tinha medo, mas o Gérson jogou, foi nosso artilheiro e tornou-se ídolo. Depois não agüentou mais os treinos e acabou morrendo. Fiquei muito triste, até porque depois desteepisódio nossa amizade cresceu. Isto foi muito marcante.

 

Foi uma passagem e tanto no Internacional. Até hoje quando sai um treinador de lá, lembram meu nome. Segui minha carreira em 93, no Santos. Fiquei só por três meses. O Santos tinha uma equipe boa, com Velloso, Ricardo Rocha e Eduardo. A torcida fazia muita pressão e saí do Santos ganhando, mas sem suportar tanta pressão.

Quando cheguei em casa de Santos, tinha um recado do presidente da Portuguesa, Arnaldo Faria de Sá. O time estava numa situação complicada na segunda divisão do Brasileiro e fiquei preocupado. Precisávamos ganhar quatro pontos em três jogos, com cada vitória ainda naquela época valendo dois pontos. Eram dois jogos fora de casa contra a Desportiva do Espírito Santo e o Atlético Paranaense e conseguimos dois empates em 0 a 0. Depois ganhamos do Coritiba, em casa, por 3 a 0 e nos classificamos. Fiz o meu papel e saí para voltar ao Inter, onde também fiquei pouco tempo. Desta passagem me lembro do Christian, que tem uma história interessante. Ele tinha 17 anos e fomos jogar em Novo Hamburgo. O garoto meteu dois gols e depois sumiu, não indo mais aos treinos. Corri atrás dele e soube que tinha ido com um empresário para Portugal. O Christian retornou e foi um sucesso. O presidente já era o Zacchia que me liberou para ir de novo para o mundo árabe. Ganhei uma grana boa no Al Hilal, levado por um dirigente de lá que gostava muito de brasileiros. Este xeque que me levou acabou morrendo indo para um jogo, num acidente de automóvel. Ele era meio louco, só que a sua morte acabou com minha vida na Arábia, porque o cara que entrou no lugar dele, mandou todo mundo embora. Fiquei só três meses, mas valeu.

 

Entrava o ano de 1995 e fui convidado para treinar o Cruzeiro. O então presidente Zezé Perrela, que estava assumindo a presidência naquele momento, me pediu que fizesse uma limpeza no elenco e não me preocupasse com resultados imediatos, afirmando que o trabalho seria a longo prazo. Jogadores como Cleisson, Roberto Gaúcho e mais outros seis saíram de primeira.A imprensa fez uma enorme onda de que havia crise, principalmente porque o Luizinho, aquele zagueiro que jogou na seleção em 82, tinha sido sacado. Uma outra situação que aumentava a pressão foi que eu barrei o Nonato, um lateral que tinha muita moral por lá. O Serginho, este que joga no Milan, estava muito melhor que ele, mas era um desconhecido na época. Algumas pessoas do clube até diziam que eu ia cair porque tinha sacado o Nonato. Num sábado de carnaval, o Cruzeiro perdeu para um time pequeno no Mineirão, por 1 a 0, no último minuto, e ele me demitiu. Eu fiquei indignado e reclamei que havia feito o que ele tinha pedido, mas o presidente contra argumentou que a pressão estava muito grande. Foi honesto, me pagou tudo e sai bem de Minas, em minha única experiência por lá.

 

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Paraguai, Gamarra e o Paraná

Nos meus tempos de Inter, o Benitez, aquele goleiro paraguaio, me observou e me indicou para o Cerro Porteño.

 

Aceitei e fizemos um grande trabalho. Classificamos o time para a Libertadores e só não ganhamos o título nacional por puro azar. Empatamos o primeiro jogo com o Olímpia e ganhávamos o segundo quando tivemos um pênalti a nosso favor. O melhor jogador de nosso time perdeu e no fim do jogo o Olímpia empatou. Fomos para a disputa de pênaltis e perdemos outro. Não era para ser, mas firmei um prestígio, tanto é que o presidente do clube me disse que precisava vender um jogador para pagar os compromissos. Liguei então para o seu Calçada dizendo de um zagueiro chamado Gamarra que estava à venda e se o Vasco não se interessaria, falando que se tratava de um belo jogador. O Vasco não se interessou e por coincidência recebi um telefonema do presidente do Inter, o Zacchia, perguntando se eu não tinha um zagueiro para indicar. Falei do Gamarra, o Inter comprou e o jogador se tornou um ídolo colorado.

 

Minha próxima escala foi o Paraná Clube. Ganhei o título de tetra campeão paranaense em 96 com a revelação de nomes como Tcheco e Ricardinho, que lançamos aos poucos. Ricardinho se destacou muito, fazendo o gol na decisão. Iniciei o brasileiro daquele ano treinando o Paraná, sai no meio da competição e um mês depois o Eurico me chamou para voltar ao Vasco.

 

 

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A melhor fase da minha carreira

Em outubro, o Vasco estava mal, como sempre nas épocas em que lá cheguei. Lançamos Pedrinho e Felipe e tínhamos o problema do Ramon e do Juninho que queriam sair, já que a torcida não gostava dos dois. Mesmo com Edmundo, tive que cortar nomes como Macedo, Toninho, Tenório, Vitor e Ranieli para fazer um bom time. Já em 97, perdemos o Estadual de bobeira, replica porque na final jogamos mais que o Botafogo, não fizemos os gols e eles marcaram um com o Dimba. No segundo semestre, Eurico tinha praticamente acertado com o Gotardo, mas o negócio não evoluiu e trouxemos o Mauro Galvão, que estava na reserva no Grêmio. Vieram também Evair, que não estava bem no Atlético Mineiro, Válber, que vinha de alguns problemas particulares, além de vários jogadores do Madureira, como Cafezinho, Acácio e Nasa. Destes, só o Nasa vingou. Gostei durante o Estadual do Odvan no Americano e pedi sua contratação para "ficar no bolo", nunca na equipe principal. Com este time, seguimos no Brasileiro, perdendo no início e depois engrenando. Senti o título nos jogos do quadrangular depois da primeira fase. Os jogos com a Portuguesa foram brabos e os 4 a 1 contra o Flamengo deram moral ao time para a final. O campeonato foi muito complicado, só que o Edmundo desequilibrou e o grupo estava muito unido em torno do objetivo.

 

Em 1998, o time estava mais maduro. Perdi Edmundo e Evair e pedi dois atacantes que se completassem. O Luisão estava no La Coruña e o Donizetti no México. Os dois vieram e formaram uma boa dupla. E esta boa dupla foi importante demais para ganharmos muitos títulos, como a Libertadores. Ganhamos o Estadual e na Libertadores fomos muito mal no início. Perdemos para o Grêmio e depois em duas partidas no México, só conseguimos um empate. Mas mesmo assim, recuperamos no Brasil e passamos para as próximas fases. O jogo com o Ríver foi o decisivo. Eles tinham um timaço, com Solano, Sorin, Saviola, Aimar e outros. Vencemos de 1 a 0 em São Januário e empatamos com aquele gol incrível do Juninho, em Buenos Aires. O Barcelona, na decisão, já não era tanta preocupação. Outro jogo difícil foi contra o Cruzeiro em Belo Horizonte. O time se entrosou e tínhamos a confiança de um grande jogo contra o Real Madri na decisão em Tóquio.

 

Nossa preparação foi boa e acho que perdemos aquele jogo no acanhamento do primeiro tempo de nosso time. Tememos demais um adversário que no segundo tempo, quando atacamos, se encolheu e por pouco não o derrotamos. O Real era uma seleção. Oito jogadores do time deles tinham estado no Mundial, mas até o Roberto Carlos reconheceu depois do jogo que eles estavam até pensando em levar para a disputa de pênaltis, quando a partida estava 1 a 1. Fui criticado por substituir o Vágner pelo Vítor, que acabou sendo driblado pelo Raul no gol decisivo.Mas poucos sabem até hoje, que o Vágner estava muito gripado e já estava totalmente esgotado fisicamente. Foi brabo, muito triste. É um título que me falta, mas ir a uma final daquelas me encheu de orgulho e o jogo foi equilibrado, tanto é que até poderíamos ter vencido.

 

Em 99, abri o ano com o título do Torneio Rio-São Paulo, uma competição que o Vasco não ganhava há muito tempo. A base foi mantida e o time continuou forte. Em 2000, reforçamos com mais alguns jogadores poderosos, como Romário, Júnior Baiano e Jorginho. Fizemos um Mundial de Clubes muito bom. Demos um chocolate no Manchester e acabamos antes da decisão com o Corinthians com 9 pontos e eles com 7. Achava que depois do empate no tempo normal e na prorrogação nós deveríamos ter alguma vantagem. O Corinthians se fechou o jogo todo, querendo levar para os pênaltis, acreditando no Dida, o que acabou acontecendo. Neste período, tive que administrar a crise entre Romário e Edmundo. Tentamos conciliar e deixei claro que queria que eles se dessem bem em campo. Não obriguei ninguém a ficar saindo depois do jogo e ser amigo inseparável. Os dois me garantiram que estava tudo resolvido e em campo eles foram bem demais. Só depois do mundial é que estourou aquele problema entre eles, quando eu não era mais o treinador. Os dois sempre me respeitaram e são meus camaradas. A gente que está na estrada há muito tempo conhece e sabe quem é nosso amigo.

 

Depois deste mundial, tirei umas férias. Fui eleito o quinto maior treinador do mundo nestes três anos que fiquei no Vasco, conquistei títulos importantes e achei que merecia parar um pouco. Depois deste descanso, fui chamado para trabalhar no sul do país outra vez.

 

O Grêmio foi uma passagem saudável, apesar de não termos ganho o campeonato. Mesmo assim, vencemos um turno depois de um Gre-Nal de arrepiar, vencido pelo nosso time com um gol de Ronaldinho, aos 45 do segundo tempo, de falta. Iniciei o Brasileiro, me aborreci com a direção e saí.

 

 

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Rumo ao penta!

Saindo do Grêmio, entrei no Atlético Paranaense, um trabalho que me marcou demais. Fomos bem no Brasileirão e chegamos entre os oito melhores. Coloquei mais efetivamente jogadores como Fabiano, Kléberson e Alessandro.

 

O trabalho ia bem, quando fui chamado para a seleção. O presidente Petraglia foi muito decente comigo e até depois da saída, me mandou uma faixa de campeão brasileiro de 2001, apesar de que o título foi todo do Geninho. Surgiu então o convite da CBF. O Dr. Ricardo me ligou e pediu para ir ao seu sítio. Fui e ele me convidou para ser presidente da comissão técnica, o que me surpreendeu um pouco porque achava que a minha hora de treinar a seleção havia chegado. Só que o entusiasmo do presidente me fez rever este caso e por ser uma pessoa séria e correta, o convite foi feito. Aceitei porque pensei também em ir ao Mundial, o que era um sonho. Candinho continuaria na partida contra a Colômbia, a última do ano de 2000, nas eliminatórias, mas não quis permanecer e apressamos a escolha do novo treinador, que só seria feita em janeiro do ano seguinte. Após a negativa de Candinho, Ricardo Teixeira queria que eu dirigisse a seleção neste jogo, mas não aceitei. Falei para ele, que me sentiria muito orgulhoso em dirigir a seleção, se fosse convidado para tal cargo. Mas, a partir do momento que fui convidado para trabalhar em outra função, seguiria nesta até o fim do meu compromisso, a copa de 2002. "Não queria ficar pulando de galho em galho". Então, contatei vários treinadores e Leão foi o que aceitou o desafio de pegar a seleção numa época tão complicada. Era um time novo, desmantelado da Copa de 98 e que para montar durante as eliminatórias seria mais complicado.

 

Só que os resultados continuavam ruins e o presidente me ligou ainda na Copa das Confederações, na Coréia, para demitir o Leão. Ele queria que fizesse isto antes de chegar ao Brasil para poder indicar um novo nome. Mas Leão se desligou da delegação logo após o último jogo contra a Austrália, pois havia feito uma compra em outra cidade coreana e precisava se ausentar para pegar a encomenda. Só nos reencontramos no embarque para o Brasil, quando comuniquei-o da decisão.

 

Então, assumiu o Luis Felipe, que me mostrou ser uma pessoa que sabe trabalhar em equipe. Conversávamos muito, ele ouvia bastante, mas, logicamente, que tinha a palavra final nas escalações e convocações. Firmamos uma grande amizade, por isto o trabalho foi tão excepcional. Nas eliminatórias, demos crédito aos jogadores que vinham sendo muito criticados. Eles se juntaram e conseguiram classificar a equipe. O início foi difícil, tanto nas eliminatórias como na Copa América, mas a união era muito grande. Não podia dar errado. Quando conseguimos a classificação, sugeri amistosos só com jogadores que atuassem no Brasil, no início do ano da Copa para começar a preparação. Destes jogos surgiram nomes como Gilberto Silva, Anderson Polga e Kléberson. Enfim, foi uma medida acertada.

 

Eu tentei muito a convocação de Romário, mas fui voto vencido. Nesta questão prevaleceu a opinião do Felipe, que achava que no esquema que ia armar o Romário não suportaria acompanhar a marcação que exigia desde o início na defesa adversária. Outra aposta do Felipe foi aos dois outros atacantes, o Ronaldo e o Luisão. Eu achava que o Romário, mais inteiro e diferente destes dois, que vinham de contusão, poderia ser muito importante. Mas ele segurou e se deu bem, porque tem muita visão de grupo. Na situação do Émerson, tomamos uma decisão logo e preparamos um novo jogador. Lembrei ao Felipão do Felipe, que havia jogado comigo no mundial como segundo volante e arrebentado.Precisávamos de um canhoto para aquele setor, e o Felipão chamou o Ricardinho, com quem eu já havia trabalhado no Paraná. Concordei e achei que ele poderia ajudar e muito, tanto no aspecto técnico quanto em relação ao seu caráter.

 

Durante o mundial, senti que íamos ganhar a Copa no jogo da Inglaterra. Saímos atrás e viramos com autoridade. Havia um clima já de festa que soubemos segurar no grupo.Mas nós, da comissão técnica, já estávamos sentindo que o título dificilmente nos fugiria. Rivaldo e Ronaldo foram os grandes diferenciais desta conquista, sem tirar o mérito de ninguém.

 

Ganhar um mundial é uma sensação indescritível. Em clube é diferente. Eu e o Felipão já tínhamos perdido dois títulos interclubes cada um, mas fiquei recompensado. Você se arrepia, se sente bem e na decisão foi um sentimento que eu nunca tive. Foi, sem dúvida, a maior alegria que tive no esporte em toda a minha vida. Afinal, estamos na história do país.

 

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Novamente treinador, novamente campeão!

Acabei meu compromisso com a CBF e me desliguei, voltando para o Vasco. O Eurico me pediu para fazer mais um  trabalho de reformulação e aceitei. Estava retornando ao clube pela quinta vez e com o Vasco sem time.

Grandes jogadores tinham saído, como Romário, Felipe, Leonardo Moura, Euller e Juninho Paulista, além do que os anos de 2001 e 2002 haviam sido ruins para o clube, sem conquistas. Tive que apostar em alguns garotos, como Léo Lima, Souza, Moraes, Claudemir, Cadu, Wescley, Rodrigo Souto, entre outros. Realizei meu desejo de trabalhar pela primeira  vez ao lado do meu filho na comissão técnica. O time foi bem no Estadual de 2003 e a conquista foi fantástica. Ganhamos a Taça GB, Taça Rio e os dois jogos finais contra o Fluminense, que vinha de derrotar o Flamengo por 4 a 0 e era apontado como grande favorito ao título.

 

O Vasco não ganhava um estadual desde 1998, quando também participei da conquista.

 

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Completando o ciclo paranaense

No final do ano de 2003 recebi um convite para treinar o Coritiba . Senti-me honrado em treinar o único clube grande de Curitiba que me faltava , pois gosto muito da cidade e já havia trabalhado no Atlético ( de onde saí para a Seleção ) e no Paraná (sendo tetracampeão em 96 ) . Foi um começo muito difícil , pois o Coritiba fez uma bela campanha no Campeonato Brasileiro de 2003 , classificando -se para a Libertadores . Com isso, criou-se uma grande expectativa da torcida para o ano de 2004. Mas, devido a nova lei do passe, foi impossível segurar a maioria dos jogadores e 17 foram embora do clube. Mesmo assim, conseguimos a conquista de um título que para minha carreira foi o oitavo estadual, vencendo o arqui-rival, Atlético, levantando o caneco na casa deles, o que também foi um feito, já que desde 1978 isto não ocorria.

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Outra libertadores inesquecível

Depois de um ano de 2004 trabalhoso, porém com resultados bons, esperei um 2005 ainda mais complicado.

 

Tinha saído do Coritiba e fui chamado pelo Petraglia ( Mário Celso Petraglia , homem forte do Atlético-Pr ) para assumir o clube durante a Libertadores . Eu havia ganho um título histórico pelo arqui - inimigo dentro da Arena da Baixada e sabia que iria encontrar dificuldades e rejeição por grande parte da torcida . Mas “O homem” gostava de mim pelo que fiz na minha primeira passagem pelo clube e tinha certeza da confiança no meu trabalho.

 

Quando assumi, o Atlético tinha cinco jogos sem nenhum ponto no Brasileiro, em último lugar e mal na Libertadores. Só que eu conhecia o elenco, acreditava no potencial do grupo e resolvi aceitar. Tinha certeza de que daria jeito.

 

Já conhecia toda a comissão técnica do clube desde a minha primeira passagem pelo clube e preferi não levar ninguém meu para não parecer que estava começando do zero. Começamos um trabalho muito forte, de sacrifício geral e conscientizamos o grupo de que isto se fazia necessário. Tivemos uma folga de duas semanas sem jogo e fizemos uma mini inter temporada com concentração e em alguns dias treinávamos em até três sessões.

 

Aos poucos o time foi se levantando e íamos enfrentar na Libertadores o Santos , campeão brasileiro naquele momento , considerado a grande equipe do país naquela ocasião com jogadores espetaculares , como Robinho , Ricardinho , Deivid , Léo , entre outros . No primeiro jogo , em nossa casa , tivemos um jogador expulso aos vinte e cinco minutos do primeiro tempo , quando estava 0 a 0 e atuamos todo o restante da partida com um jogador a menos.Vencemos aquela grande equipe por 3 a 2 , em uma noite inesquecível para todos aqueles que estavam presentes na Arena da Baixada . No segundo jogo, fomos muito eficientes taticamente. Não demos chances ao Santos e os vencemos dentro da Vila Belmiro por 2 a 0.

 

Chegamos a semifinal contra o Chivas Guadalajara, que havia eliminado o Boca Juniors por 4 a 0 . Novamente enfrentávamos um adversário considerado por todos como total favorito à conquista da vaga. Fomos para o primeiro jogo e novamente na Arena da Baixada fizemos outra exibição de gala, vencendo por 3 a 0 . No segundo jogo, empatamos por 2 a 2 e garantimos a passagem para a Final da Libertadores , algo inédito na história do clube e que nem o mais otimista dos atleticanos esperava.

 

Quando chegamos à final tivemos o direito de jogar em nossa casa privado. A diretoria se movimentou, mas nada adiantou, já que o jogo foi marcado para o Beira Rio, o que nos prejudicou imensamente. O empate em 1 a 1 nos afastou da briga pelo título e fomos para o Morumbi com concentração e união, mas o São Paulo não nos deu chance. Considero esta campanha como um título, foi um dos trabalhos mais importantes em minha carreira e tenho muito orgulho deste vice - campeonato.

 

Conseguimos recuperar o time também no campeonato brasileiro, saindo da vigésima segunda posição para a décima terceira. Depois o Evaristo Macedo assumiu a equipe e fez também um grande trabalho, classificando o clube para a copa sul - americana , terminando o campeonato em sexto lugar .

 

 

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Disputando título novamente

Veio então o convite do Corinthians. Fiz um pedido ao Petraglia dizendo que seria uma grande chance para mim, pois seria um grande desafio. Ele aceitou e assumi uma equipe com problemas sérios.

 

O Corinthians se encontrava em segundo lugar, dois pontos atrás do Internacional. Era uma competição muito equilibrada e faltando 16 jogos para o fim, a diferença do Internacional (líder) para o sexto colocado ( Goiás ) era de apenas cinco pontos. A equipe estava caindo e tinha problemas disciplinares. Conseguimos resolver os problemas do grupo. Eram atletas muito jovens e os fizemos perceber que deveríamos nos unir em torno de um único objetivo e tivemos êxito nesta tarefa . Ganhamos muitos jogos seguidos, abrimos uma boa vantagem de pontos. Tivemos algumas atuações memoráveis, como nos 7 x 1 contra o Santos .

 

Lembro - me muito bem da alegria dos torcedores naquele dia . Ganhamos o título e particularmente ganhei meu terceiro campeonato nacional, incluindo uma Copa do Brasil e dois Brasileirões.

 

 

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2006. Um ano complicado

Em 2006 o Corinthians entrou numa roda louca de brigas entre a diretoria e a MSI, gestora do clube, e isto atrapalhou demais o desempenho do time e do nosso trabalho. Houve reflexos diretos no grupo de jogadores e a questão da vaidade vinha de fora para dentro. Senti que o ambiente externo era o principal problema e notei que não iríamos ganhar nada com aquele ambiente. Então resolvi entregar o cargo

Veio então o convite do Goiás e tentei dar seqüência ao bom trabalho, que vinha sendo feito. Fiquei sem ganhar algumas partidas e acabei saindo. Era um ano complicado, porque o clube no ano anterior havia realizado a sua melhor campanha na história de todos os Brasileiros (terceiro lugar) e a cobrança era para se ter no mínimo o mesmo sucesso. Depois disso, cheguei ao Fluminense, clube pelo qual havia passado antes e que tinha boa identificação. Fiz meu trabalho e permaneci por apenas 37 dias. Fiz sete partidas no Brasileiro e três na Sul americana. Deixei  o comando da equipe em décimo segundo lugar no campeonato brasileiro e classificado para a segunda fase da Sul Americana. Fiquei triste, pois o time estava ganhando padrão, tenho certeza de que iríamos crescer   muito ainda nos últimos 11 jogos que restavam e que iríamos estabelecer uma excelente base para o ano de 2007. Respeitei, apesar de saber que influências externas fizeram acelerar a minha saída. Mas assim é o futebol e foi assim em 2006, um ano complicado e que pela primeira vez desde o ano de 2000 passei sem ganhar um título ( ver na seção curriculum ).

" Posso dizer que por onde passo faço amizade com 90% dos atletas. Mas se nem Jesus Cristo conseguiu agradar a todos, penso que estes 10% restantes são os galhofeiros que
não vão se dar bem comigo nunca."

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